segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Vienna day five.

Este foi o dia em que, com suprema coragem, decidimos afrontar o maior museu de Viena, o Kunsthistorische Museum ou o MNAA lá do sítio, ie, dez vezes maior.
Construído no final do século XIX, delimita com o seu irmão gémeo, o Museu da História Natural, uma imponente praça onde ao meio uma estátua homenageia a imperatriz Maria Teresa: "Maria Theresa, by the Grace of God, Dowager Empress of the Romans, Queen of Hungary, of Bohemia, of Dalmatia, of Croatia, of Slavonia, of Galicia, of Lodomeria, etc.; Archduchess of Austria; Duchess of Burgundy, of Styria, of Carinthia and of Carniola; Grand Princess of Transylvania; Margravine of Moravia; Duchess of Brabant, of Limburg, of Luxemburg, of Guelders, of Württemberg, of Upper and Lower Silesia, of Milan, of Mantua, of Parma, of Piacenza, of Guastalla, of Auschwitz and of Zator; Princess of Swabia; Princely Countess of Habsburg, of Flanders, of Tyrol, of Hainault, of Kyburg, of Gorizia and of Gradisca; Margravine of Burgau, of Upper and Lower Lusatia; Countess of Namur; Lady of the Wendish Mark and of Mechlin; Dowager Duchess of Lorraine and Bar, Dowager Grand Duchess of Tuscany." 
Sim, o século XVIII austríaco foi o século de Maria Teresa. 
O museu é enorme em dimensões e na quantidade e qualidade das suas colecções. Predominam os pintores de língua alemã, claro, mas também possui uma impressionante colecção de italianos, pela razão óbvia da qualidade da pintura italiana em si e o Império Austríaco possuir nacos de terra na Península Itálica. O museu ocupou toda a manhã e muito ficou por ver.

A monotonia arquitectónica vienense tem um só antídoto: Hundertwasser. Fomos visitar a sua "casa", um bloco de apartamentos num quarteirão de transição entre a Viena central e a periferia. Particular, só se pode ver por fora. Não interessa, é um espectáculo de cor, assimetria, desequilíbrio, E originalidade. No primeiro andar tem uma cafetaria à qual acedemos, apesarda proprietária em burnout de turistas, ter começado a expulsar gente i-me-di-a-ta-men-te após à nossa entrada.
Bem descansados resolvemos voltar a Schönbrunn. Queríamos subir até à Glorietten, lá em cima. E assim aconteceu. Subimos e pelos relvados do declive nos deixámos ficar. Por ali famílias e gente de diferentes formatos, arranjos, aspectos, disposições, áreas do corpo descobertas ou por descobrir. A todos o verde e o pôr-do-sol forneciam a paz e a calma necessária e suficiente. E as crianças do costume a alegria. E viva Viena! 

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Vienna day four.

Viena terá várias lógicas turísticas. A monumental e dos museus, a da descontracção e do Prater e a das compras. O turismo das compras, que parte da Catedral de Santo Estêvão e segue pela rua comercial mais importante - Graben - espalhando-se depois pelas suas transversais, curiosamente atrai uma enorme população feminina de niqabs e hijabs, mulheres de preto vestidas e prontas a gastar dinheiro e dinheiro. É vê-las por Graben nas esplanadas, como se mais nada em Viena interessasse. Os graus de autonomia estão em razão inversa ao processo de ocultação. Ou mais ou menos: vi três jovens mulheres em hijab, com óculos escuros e stick de selfie circularem sozinhas numa espécie de tuk tuk puxada a bicicleta e guiada por um homem. Portanto...
O certo é que a loja da Louis Vuitton tem três andares, a da Chanel dois, etc., etc.
 
Nesta manhã fomos visitar a Mozarthaus, que é uma das casas onde Mozart viveu em Viena. Casa interessante, interactiva. Não é barato visitá-la. Vou comprar as "Bodas de Fígaro", oh lá se vou! Mozart foi o  primeiro génio "pop" da música, a um tempo complexo e simples. Saímos da casa de Mozart já prontos para almoçar. Conseguimos descobrir umas passagens entre casas que sempre quebravam a monotonia das ruas do costume. Almoçámos bem e depois derivámos para o Stadtpark, onde estão os monumentos a Schubert e a Johann Strauss. Parte do parque é para lá do rio Wien, que levava muito pouca água. Qualquer casa-de-banho pública em Viena é paga e as deste parque não seriam excepção. Fomos depois conhecer a Estação Central de comboios de Viena, a Wien Mitte, para "estudar" o local de partida do comboio directo para o Aeroporto - voltar a gastar uma enormidade num táxi não era para acontecer. E depois partimos para conhecer o Danúbio.
 
O Danúbio já foi um rio perigoso para a cidade, "inundador" e isso. Viena fica para sul do Danúbio, e o rio que delimita o Ring é na realidade apenas um largo canal do mesmo. O verdadeiro Danúbio fica um pouco mais para norte e ainda é ladeado por mais dois canais, o Danúbio "novo" e um Danúbio "de cima". Portanto o Danúbio é e não é "central". Viena possivelmente não existiria sem o Danúbio. Mas o Danúbio não a define como o Sena define Paris ou o Tamisa define Londres, ou sequer o Tibre completa Roma. Talvez as inundações frequentes obrigassem a esta distância, a este respeito.
 
Por metro fomos até à Donauinsel, que fica entre o Danúbio "propre" e o Neue Donau, um canal que antecede um conjunto de arranha-céus onde residem algumas agências da ONU e possivelmente algumas das empresas que fazem da Áustria um país muito rico. Esta ilha é também uma zona verde, um pouco menos "arrumada" que o habitual mas também muito agradável. O Danúbio é um larguíssimo e tranquilo rio onde aqui e ali passam barcos porta-contentores.
 
Fomos terminar o dia a mais um parque, o Augarten. Estando na "segunda linha" dos parques de Viena não foi muito fácil de encontrar. Para variar está anexo a um antigo palácio, hoje um Museu de Cerâmica, um pouco mais modesto do que os já visitados. O parque estava bem frequentado mas praticamente sem turistas. Havia crianças, bastantes. E, dominando tudo, a enorme torre duma bateria antí-aérea nazi construída para defender Viena. Grossa, imponente, dezenas de metros de alto. Viena teve tantas destas super-torres de defesa como Berlim. Assim era de importante Viena para o Terceiro Reich. 
 
Voltámos ao centro, ao paraíso das compras. Hijabs, niqabs, hijabs. Santo Estêvão, Graben, Am Hof. Jantámos num restaurante grego para matar saudades de Atenas. A comida era razoável, cara. Perguntei ao empregado se era grego. Ele devolveu-me um sorriso... magrebino? libanês?... e disse que não. 
 
 
 
 
 

domingo, 11 de setembro de 2016

Vienna day three.

O MUMOK é o Serralves lá da zona, no balizar temporal das obras que apresenta. É na realidade um paralelepípedo com as arestas arredondadas que fica no Quarteirão dos Museus.
 
Caminhámos até ao MUMOK tomando um caminho mais longo - porque me enganei nas direcções. Serviu este cansaço para confirmar a monotonia arquitectónica de Viena, ou harmonia, se preferirem. O MUMOK é - também, como o Leopold - um excesso de coisas para ver. Mas o que espanta mais é, numa enorme sala, terem em exposição a coluna vertebral da exposição permanente pendurada do tecto quase como que a esmo, "em grelha", atravessando a sala. Começando por Picasso e...
 
Fomos almoçar ao Naschmarkt passando outra vez pelo Edifício Secession. Almoçámos chinês, ou melhor, asiático.
 
Por questões para aqui desinteressantes procurámos uma loja TIGER. O Porto tem meia dúzia, em centros comerciais estratégicos. Viena tem uma, pequena, numa rua pedonal mas já um pouco afastada do centro, a Favoritenstrasse. Parece que vão mudar de nome e passar a chamar-se FLYING TIGER. Em Viena estarão em crise...
 
Porque não ficava longe, e via metro, fomos depois ao Belvedere. Belvederes há dois, o de cima, o dos postais, e o de baixo onde está o museu que aloja "O Beijo" de Klimt. Os jardins são extensos, perfeitos, e alojavam uma instalação de Ai Weiwei que, em parte, se referia à crise dos refugiados na Europa: no lago central havia um desenho que era construído por coletes de salvação, daqueles que nem sempre salvaram. A mensagem não era óbvia. Eu sei que isto da arte e tal, mas os refugiados pediam se calhar menos subtilezas...
 
"Dado" "O Beijo", fomos andando até ao Resselpark onde os Vienenses aproveitavam o fim da tarde, à sombra da enorme Karlskirche, passando pela Gardekirche, a igreja dos polacos de Viena - imigração não recente mas antiga, dos tempos do Império, remoçada com uma estátua de João Paulo II à porta. Depois fomos tomar alguma coisa ao café da Karlsplatz Stadtbahn Station, uma estação desactivada em estilo Art Nouveau.
Estávamos exaustos.

sábado, 10 de setembro de 2016

Vienna day two.

 O Metro de Viena é eficaz, simples de usar e chega a quase todos os lados. A todos os lados chegam os trams. Não o frequentámos de noite. Mas circulámos no metro com uma mulher usando um niqab. Digo-vos: não é bom.

Pode comprar-se um bilhete de metro para três dias que depois dá inúmeros descontos. Foi o que fizémos. E, acompanhado por gente tão mais nova do que eu, resolvi ir despachar o Prater.  O Prater é um parque de diversões desde o séc. XIX. Nele se inaugurou em 1897 a Wiener Riesenrad, a roda gigante mais conhecida do mundo e, que, de 1920 até 1985, também foi a mais alta. Nela subimos. Depois arriscámos numa montanha russa que metia água mas afinal não assim muita. O Prater não estava cheio pois era uma manhã de dia de semana. As diversões eram as habituais e mais que muitas e muito aaaaaltas! Almoçámos na Schweizerhaus, ou Casa Suiça, um clássico da zona. Não almoçámos o pernil, a especialidade. O serviço foi... curto e grosso. O ambiente era austríaco e, pareceu-me, pouco tourist-friendly. Acho que tivémos azar com o empregado, cuja profissão principal deve ser traficante de mulheres ou segurança numa discoteca de fronteira. 

Resolvemos aproveitar a nossa independência via metro e viajámos até Schönbrunn, o Palácio de Verão dos Habsburgos. Dizem ser a Versailles de Viena. Se é, já não preciso ir a Versailles: Schönbrunn serve-me bem. Não que tenhamos entrado no palácio, não era esse o programa. Os jardins são grandiosos, enormes, brilhantes, perfeitos. E, ao cimo de uma encosta, gloriosa, uma construção em contraponto, a Gloriette. 

Infelizmente não subimos à Gloriette e cedemos à tentação de entrar no Tiergarten, o Jardim Zoológico de Viena, famoso pelos seus Pandas Gigantes. Um Jardim Zoológico é um museu de tristeza. E se se dá algum  espaço adicional aos pobres animais eles fazem o esperado: escondem-se. Não vimos os rinocerontes, não vimos os ursos polares, panda gigante um só. Se não tivesse pago uma barbaridade pela entrada, por mim até melhor assim...
Ao sair do zoológico passámos por uma gigantesca Palmenhaus de 1880. Á volta éramos antecedidos por um enxame de monges budistas, ou isso... Viena uma Babel, não?


sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Vienna the first afternoon.

Viena foi capital de um Império. A sua extensão e, sobretudo, a sua coerência de construção lembra-nos isso a cada passo. Os edifícios altos e, quase todos, da transição dos séculos XIX-XX (ou boas recriações disso...), em tons claros e harmónicos, enchem, preenchem as ruas e avenidas. Ao fim de uns dias quem me acompanhava dizia que em Viena só havia dois tipos de casas, os palácios e. Do "e" falaremos depois. Parte do Império esteve em guerra há poucos anos - a Guerra dos Balcãs. Há muito ouvir de línguas balcânicas em Viena. Viena foi um porto seguro para bósnios, sérvios, croatas. Muitos deles optaram por ficar. Viena tem bairros onde mais de 30% da população residente em idade de votar não é realmente residente, pois não é austríaca. 

Na tarde do primeiro dia fui à procura da Viena "multi-cultural". Primeiro fomos espreitar o Secessionsgebaude, a casa-manifesto de um movimento artístico de final do século XIX, desenhada por Olbrich e onde participava Klimt. Curiosamente o edifício cúbico é coroado por uma esfera dourada de temas vegetais, o dourado uma mania vienense...
O edifício é um museu... caro. Visita-se as exposições temporárias e um mural de Klimt que está underground. 
Mas o objectivo era chegar ao Naschmarkt. Entre duas ruas movimentadas e sobre um rio "tapado" (que descobrimos depois ser o rio... Viena!) fica um movimentado conjunto de lojas de comida, de fruta, de condimentos, os mais variados e vendidos pelas mais variadas pessoas. E umas dezenas de restaurantes também das mais variadas origens e preços. O guia recomendava os mais afastados como os mais baratos, não confirmamos. Talvez a expectativa fosse excessiva. Há de tudo mas ordenadamente. A confusão é apenas moderada. No fim do mercado as inevitáveis roupas e t-shirts, incluindo a do CR7. 
Na rua a norte uns edifícios lindíssimos de Otto Wagner. Olhando para sul, pelo contrário, alguns edifícios rectangulares feios e periféricos, uma antecâmara do subúrbio vienense: os "e". 
Rebocámo-nos para trás e entramos num café com aspecto antigo: era. Pelo caminho constatámos o que os chineses gostam de comer: comida chinesa. O Café Sperl foi fundado em 1880. Sentámo-nos junto do dono, velho como a casa. Há viagens no tempo e há viagens no tempo. O homem de que falamos estava sentado numa mesa do café onde lenta e meticulosamente conferia a correspondência e tomava apontamentos num papel. Assistimos à mudança de turno dos camareiros. Um a um foram entregar-lhe o dinheiro e os recibos de cada mesa. Não notei tensão neste prestar de contas: era assim.   
Recobrámos forças e desembocámos no MuseumsQuartier. A capital de Império teve, obviamente, estábulos imperiais. Um quarteirão deles. Que hoje é um quarteirão de museus. Entrámos no Leopold Museum. 
Vamos resumir o Leopold Museum: Em Viena aconteceu uma explosão de pintura na viragem do século XX. E este museu mostra isso. Que vimos? Muito muito muito Schiele. Bastante Klimt. Algum Kokoschka. Mas também alguns nomes menos conhecidos "cá fora": Kolo Moser, Richard Gerstl... cansativo, fantástico, eu sei lá.
No fim, exaustos, fomos espreitar pela primeira vez a Catedral de Santo Estevão e o canal do Danúbio.
Jantámos num kebap/pizzaria perto do Hotel. 

End...

Vienna the first morning.

A Áustria vai a eleições no início de Outubro. Vai repetir a segunda volta de umas presidenciais onde uma confusão com uns poucos milhares de votos tornou a vitória do candidato de esquerda "alternativo" uma situação "too close to call". A Áustria  é um país interessante. Nem os próprios sabem muito bem o que é. Dizem que foi inventada depois do fim da 1ª Grande Guerra, e que era "o que restava" do defunto Império Austro-Húngaro. Mas  o próprio nome do império mediava a suspeita de estarmos perante uma denominação bem mais antiga. É, na realidade, a "Áustria" o "Österreich", o  "reino a leste" que fez parte do Império de Calos Magno, no século IX. Portanto a Áustria não está "a sul" mas "a leste". No século XIX dizia-se que acabada Viena (para leste) começava a Ásia. Viena foi duas vezes cercada pelos Turcos. As suas muralhas só foram derrubadas em meados do século XIX para fazer o Ring, uma larga avenida que rodeia toda a velha Viena, qual muralha aberta... Para leste de Viena começa a grande planície panónica que ocupa toda a Hungria e mais algumas franjas até aos Cárpatos, planície drenando para o Danúbio.
A Áustria vai a eleições em Outubro. O outro candidato pertence àquele partido de direita apaneleirado e cujo candidato afirma "Macht Braucht Kontrolle". Adivinho que ele queira controlar alguma coisa. Não sei bem o quê: Viena é a capital mais silenciosa que eu já visitei. 
O hotel ficava perto mas fora do Ring. Chegámos ao Ring e à Rathausplatz. À direita o Parlamento, à esquerda a Câmara Municipal, também à esquerda mas já in-Ring o Burgtheater, "O" teatro de Viena. É assim que Viena nos recebe: com pompa e circunstância. Não se foi capital imperial durante séculos impunemente. Os séculos dezoito e dezanove construíram tudo isto. E muitos pináculos doirados, etc. e tal. Mas isto era só o princípio.
Passado o Ring entramos no Volksgarten. Que, não sei porquê, tem uma réplica branquíssima de um templo grego no meio. Derivando para a direita a Heidenplatz que nos apresenta a enormidade do Hofburg, a residência de inverno dos Habsburgos. Resistimos a ir visitar a Imperatriz Sissi - defunta - a Escola Espanhola de Equitação - cara - e atravessamos por umas enormes portas e passagens até chegar à Palmenhaus, uma estufa quente que abriu em 1901 e que contém um... Borboletário! Antes na Michaelerplatz fotografamos o famoso Looshaus, de Adolph Loos... O borboletário foi a primeira visita a pagantes. O espaço não é grande e é húmido e quente. Mas que muitas e muitas borboletas enormes nos façam voos rasantes ou que pousem na nossa mão... não tem preço. Saímos deslumbrados.´
Quem visita Viena não é obrigado a ir à Ópera. Mas há umas dezenas de rapazes disfarçados de figurantes da mesma que, pelas ruas fora, te querem convencer do contrário. A Ópera de Viena é um edifício colossal por fora. Sê-lo-á também por dentro. O enxame de malta com perucas a querer impingir-nos isto e aquilo é... aborrecido. Almoçámos Subway logo ali e seguimos caminho.
O que aconteceu à tarde... vem já a seguir.

sábado, 3 de setembro de 2016

Viena, Berlim e a McDonalds.

Bom, então comecemos. Estivemos uns parcos dias em Viena e em Berlim. Procurei um McDonalds num local central e em situação privilegiada, como se fosse uma referência local, etc. Não encontrei. Em Viena e em Berlim há McDonalds qb, uns centrais, outros menos. A maior parte em estações de metro, de caminhos-de-ferro. Há, acreditem, centros comerciais, SEM um McDonalds. 
Por outro lado os McDonalds que há funcionam pior que os daqui, estão mais sujos, têm menos opções de menu, e são mais claros, claro! Menus, nem pensar!


Bem parecia que o Café Imperial ser um McDonalds era uma jericada! Ser um dos "mais bonitos McDonalds do mundo" é o chamado "elogio zero"!