1. Alice Weidel é co-líder do partido alemão de extrema-direita AFD. Tem 47 anos, e nasceu na parte ocidental da Alemanha. Estudou economia e administração de empresas e doutorou-se com uma tese sobre o sistema chinês de pensões. Filiou-se no AFD em 2013 "por ser contra o euro". É lésbica, vive com uma produtora de cinema e televisão nascida no Sri Lanka e adoptada por um casal suiço em criança. Têm duas crianças adoptadas. Com toda a sua carreira profissional na alta finança, tem residência fiscal na Suiça. Nada disto interessa para os alemães que votam na AFD. Ou se interessa não interessa. A verdade hoje é um detalhe. Weidel cheira a Meloni. Cuidado com ela.
2. Foi notícia recente que a urgência de obstetrícia do Amadora-Sintra atende 40% de estrangeiras. Cito: "Muitas vêm do avião directamente para a urgência!" Esta notícia acontece na semana a seguir ao Amadora-Sintra ter sido notícia pelo enésimo colapso da sua urgência. Sandra Cavaca, que transitou dos SPMS para a Administração do Amadora-Sintra em Fevereiro e com currículo em gestão pelo ISCTE, admite que 18% da população servida pelo seu Hospital é estrangeira. Façamos as contas: Deste 18%, 30 a 40% são mulheres, muitas delas em idade fértil. Duplicando o ratio de mulheres estrangeiras em idade fértil vs as portuguesas, vai dar perto de 30% de urgências obstétricas a serem justificadas pela pulpulação imigrante feminina que vive... em Sintra e na Amadora! Os outros 10% possivelmente chegarão do aeroporto, é verdade, com gestações de termo não vigiadas que serão um desafio médico e ético - não podem deixar de ser atendidas - e depois de cobrança - elas não vão pagar. O desafio médico e ético parece-me mais grave do que o financeiro, que também existe. Vamos também falar dos estrangeiros nas urgências do Algarve? Mas não é isto que vai afundar o SNS.
3. Confirmo a candidatura do Sporting ao 3º lugar do Campeonato e a sair da Liga dos Campeões no playoff.
4. Se o Isaac del Toro corresse noutra equipa era o meu ciclista favorito.
5 A realidade / é a minha cura // a nascente escura / das horas de ponta // os supermercados / as repartições // escapes de carros / montras, os balcões // mendigos no chão / com os aleijões // cartazes, as praças / de pedra afagada // a realidade / é o meu suporte // quase que detém / por um pouco a morte. (...)
Joaquim Manuel Magalhães, em 1990 no livro "Uma luz com um toldo vermelho" (livro depois "renegado").

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