terça-feira, 31 de dezembro de 2024

A Adília Lopes e eu.















Conheci a Adília Lopes ao comprar o seu 2o livro de poesias, o Poeta de Pondichéry, ao mesmo tempo um dos mais elaborados, o que me criou algum equívoco sobre a obra da poetisa. 
Para a Adília Lopes a poesia era indubitavelmente a sua salvação. E cada livro publicado páginas de um diário. Lembro aqui a obra recente do Miguel Esteves Cardoso onde ele nos impele a escrever, mal, péssimo, mas a escrever. Como se uma salvação. Há muitos anos ofereceram-me dele O Amor é Fodido, comentando o que então, e vão 30 anos, era a minha vida. Era, Miguel, um livro menos bem escrito, ou eu então não terei gostado da mensagem. Não voltei a ler, o livro em Ovar repousa. 30 anos depois o Amor resolveu-se a bem, a amizade que ofereceu enganou-se no caminho e perdeu-se. A Adília é muito mais do que um soberbo texto sobre a menstruação. Ou uma colectânea com um título assassino ("Quem quer casar com a poetisa?"). Ou ainda a temporária presença mediática, os arregalados olhos com lunetas, que ela atempadamente aboliu. A salvação é temporária, e para a Adília agora acabou. Corria o rumor de um fundo psiquiátrico a atormentá-la em permanência. Desconhecia-lhe o diagnóstico. Conheço bem o meu.
A Adília Lopes vai-me fazer muita falta.

domingo, 22 de dezembro de 2024

Louvor e Desagravo de João Pereira ou Shakespeare au Portugal.


João, um grande abraço  A tua coragem é enorme. Disseste ontem o que era para ser dito: "se corresse bem, já estava assim, era ele, a correr mal ficou assim e fui eu" .
No futuro vão eecrever-se ensaios, teses de doutoramento, romances de grande fôlego sobre esta equipa, estes jogadores. Trata-se de uma tragédia Shakespeariana a preceito. Já não interessa quem será campeão, a história da época 2024/25 será esta.

Pontos a teu favor, João:
1. Imagina que tinhas o Pote, o Bragança e o Morita prontos para jogar.
2. E o Nuno Santos.
3. Imagina que o Trincão não estava obrigado a jogar 90 sobre 90 sobre 90 minutos 
3. Imagina que o capitão ainda era o Coates para por em sentido a defesa e a equipa.
4. Que 2/3 dos defesas de Portugal anda não tinham aprendido como defender o Gyokeres.
5. Que a arbitragem no Santa Clara tivesse sido outra.
6. Imagina que em Braga o Ruben tinha o plantel encurtado como tu tens.
7. E que o City tivesse aproveitado a preceito a 1a parte que teve contra o Sporting como aproveitou a preceito o Brugges. 
8. Que tivessem permitido o Trincão marcar o devido golo ao Gil.
9. Substituir um treinador que ganha não acontece. New territory. Teria sido talvez melhor (para o Sporting) perder com o Braga e o City.
9. Imagina, João, portanto, que tu também tinhas direito à tua estrelinha 

João, as tuas mudanças táticas foram poucas, porém mudou um mundo. Quem receia não lança, temporiza. Passa para o lado. 

Ruben, vi-te perder 3-0 e foi limpinho. Vais perder mais. Sou sportinguista e isso está em primeiro, segundo e terceiro lugar. Repensei e, sabes, vai-te foder

domingo, 27 de outubro de 2024

Morreu o sr. Moniz. Foi no Bairro do Zambujal na Amadora.

O sr. Moniz foi a uma festa de uns amigos, seria um casamento? Ao voltar a casa, pegou no seu carro e conduziu em direcção a casa. Dois jovens polícias, tinham idade para serem filhos dele, deram-lhe ordem para parar. Nos filmes habitualmente circula um polícia mais velho com outro mais novo. Não era o caso. O sr. Moniz mora fora de Lisboa, o carro é importante para fazer a sua vida. Sem saber muito bem porquê o sr. Moniz (talvez por águas passadas e já bem pagas mas não esquecidas) entrou em pânico e decidiu fugir. Teria bebido demais? Não queria descobrir a resposta no balão. Meteu para dentro de um bairro, se calhar podia despistá-los, como nos filmes. Mas não estava habituado a isto, nos filmes devia ser mais fácil, bateu num carro estacionado, depois noutro, noutro ainda, e o carro dele não andou mais. Chegaram os polícias e deram-lhe ordem para sair do carro. Ele poucos minutos antes estava a sair sim mas de uma festa. Como era nos filmes? Ouviu dois tiros, tentou outra vez fugir, um terceiro tiro enviou-o para o chão donde não mais se levantou. E ainda ouve mais um tiro e o resto desapareceu, apagou-se. Os polícias telefonam para o 112. São tão novos. Tentam convencer-se de que os tiros foram bem dados. Eles sabem  que não foi assim. Na polícia não ensinam Suporte Básico de Vida? Nos filmes não se tenta estancar as hemorragias? O INEM vai chegar tarde demais. Se os tiros tivessem sido dados à porta de um hospital... O sr. Moniz, Odair Moniz de nome completo, morreu. Nos filmes verdadeiramente ninguém morre. Na vida real sim. Isto foi o que o sr. Moniz ensinou aos rapazes polícias, perdendo pelo meio a própria vida. 

OK, está bem, mas alguém lhe perguntou se ele queria dar esta aula e por ela pagar um preço tão alto?

Ah, esqueci-me de referir: o sr. Moniz era negro, caboverdiano, a viver cá há mais de 20 anos. Com família constituída e estimada. Os amigos chamavam-lhe Dá. Dizem que era boa gente. Na televisão dizem "o Odair".



sexta-feira, 11 de outubro de 2024

As palavras cruzadas, uma barbearia e o Líbano.

Fui visitar ontem a minha mãe. Por fragilidade e idade está neste momento num Lar. Lemos o Jornal de Notícias, fizemos as palavras cruzadas. Eram de dificuldade intermédia, 3 em 5, assinalava ao lado. A minha mãe contribuiu com palavras complicadas como "patamar" e "criatura". Aprendi o que era um crepúsculo matutino - pensei que só acontecia no fim da tarde, afinal a definição é outra, diferente da minha. Talvez o meu anglicismo me levasse a apenas traduzir "sunset", reduzindo.

Mas o crepúsculo vespertino, vivido ao chegar a casa, lembrou-me que tinha uma televisão à minha espera. E que a televisão ia-me oferecer, se ligada, por horas a fio a maldade do mundo. Na Penha de França um rapaz matou três pessoas por não ter acontecido um corte de cabelo. Quatro, uma das pessoas estava grávida. Tinha consumido cocaína antes, será atenuante. Refugiado em casa de um tio, foi entregue pelo pai à Judiciária. Resume-se assim: "foi a droga". Maior droga é o poder, faz-se tudo para o manter. Assim Benjamin Netanyahu, 44000 mortos o rodeiam, em Gaza, no Líbano, na Síria, ele mandou-as matar para se manter no poder. Não o poder de decidir quando cortar o cabelo, mais. Muito mais. É esta a única explicação. O massacre de 7/10 o esplêndido pretexto. Sim, o Hezbollah guarda mísseis entre a cozinha e a sala de jantar em muitas casas insuspeitas. Mas, orque apareceu o Hamas, porque acontece o Hezbollah? Preso o assassino do barbeiro Pina muitos dirão: "É matá-lo!". Netanyahu tem vários esquemas de defesa que tornam essa hipótese (para ele) impossível. Um chama-se Iron Dome, os outros não me lembro. Biden ligou-lhe: "Bibi, what the fuck?" 

A minha mãe adivinhou, com metade das letras por saber, que "indivíduo" podia ser "criatura". Netanyahu é mesmo uma criatura filha da puta. Não me lembro de outra pior.


quinta-feira, 26 de setembro de 2024

Os Mundiais de Merckx


O apogeu de Merckx durou de 68 a 74. Neste período ele ganhou 2 Mundiais de estrada,  em 71 e 74. A sua primeira vitória em Mundiais acontecera precocemente em 67. Aplicando a Merckx o fatalismo que hoje aplicamos a Pogacar ao assumirmos uma inevitável vitória no próximo domingo em que se vão correr os Mundiais de Estrada deste ano, podemos perguntar: porque não ganhou Merckx mais Mundiais?

Merckx fôra pela primeira vez Campeão do Mundo em 67, aos 22 anos de idade, ao bater ao sprint o neerlandês Jan Janssens nos Países Baixos. 67 fôra o ano de apresentação de Merckx. Ganhara a Milano-Sanremo e a Fléche Wallone e uma etapa de montanha, o Blockhaus, na sua primeira comparência no Giro, onde terminou nono. Em 68 Merckx mudara de equipa e passara para a italiana Faema, como chefe-de-fila. O ano de 68 de Merckx fôra diferente. Apontara mais a corridas de etapas, ganhando Sardenha, Romandia e o seu primeiro Giro. Pelo meio interrompera a série para vencer na Paris-Roubaix. O Campeonato do Mundo de 68 acontecia em Imola, 277 km num circuito rugoso à volta da cidade. Para aí a 100 km da chegada partiram à desfilada três corredores: o italiano Vittorio  Adorni, o belga Rik Van Looy, agora já um veterano.e... Joaquim Agostinho! E isto ainda antes de ter viajado ao Brasil e ser descoberto por De Gribaldy! Foi aqui que Agostinho se mostrou ao mundo. Adorni era colega de equipa de Merckx na Faema e na escapada ia Van Looy, um colega de país e o ciclista belga mais famoso até então. Assumo que foi por aqui que Merckx não contra-atacou. Adorni entrou em modo contra-relógio e despachou a seu tempo Agostinho e Van Looy (já um veterano...) e conseguiu ser Campeão do Mundo com mais de nove minutos de avanço sobre o 2º, outro belga, Van Springel, que tinha sido também 2º no Tour de 68. Merckx foi 8º chegando no grupo dos primeiros seguidores.

Em 69 Merckx não ganhou o Giro por uma estranha desclassificação por doping que ele sempre negou, mas ganhou demolidoramente o Tour. E o Campeonato do Mundo acontecia em Zolder, em casa. Mas a selecção belga estava tudo menos unida. Godefroot e Merckx eram rivais, Van Looy, ainda seleccionado não se sabe porquê era uma sombra. Cedo Godefroot e Julien Stevens meteram-se numa fuga, sendo Julien Stevens um belga de 2ª linha da Faema de Merckx mas bom rolador e bom sprinter.. Nesta fuga seguia o português João Roque. O italiano Dancelli tentou a determinado momento separar as águas mas a sua tentativa virou-se contra ele e ficaram na frente o belga Julien Stevens e um "armario" neerlandês, Harm Ottembros. Stevens não estava habituado a estas cavalgadas e tinha o orgulho da Bélgica aos ombros. Tudo fez para sacudir Ottembros da sua roda não o conseguindo, entregando-lhe no fim, extenuado, o título. Ottembros nunca mais conseguiu ganhar nada de jeito mas neste dia o seu triunfo obrigou a escolta policial. Merckx desistiu, não sabemos se desmoralizado pelo mau jogo de equipa se por confiar na vitória do seu colega Stevens, que não veio a acontecer. No primeiro pelotão chegarm três portugueses, Agostinho, Mendes e Roque.

O ano de 70 viu o Campeonato do Mundo acontecer em Leicester, na Inglasterra, num circuito cuja maior dificuldade foi o mau tempo. Aqui também as rivalidades dentro das mlehores equipas, italianos e belgas, decidiram a vitória. Nos belgas Godefroot e Merckx continuavam candidatos e rivais. Jean-Pierre Monseré, um neófito com 22 anos incompletos, foi o peão da equipa para neutralizar as várias tentativas de fuga, incluindo a última, onde seguiam três tubarões italianos, Gimondi, Dancelli e Motta. Já perto do final foi ainda Monseré a apanhar estes ciclistas, a ultrapassá-los e a conquistar o título de Campeão do Mundo frente ao dinamarquês Leif Mortensen, o mesmo que lhe tinha roubado o mesmo título mas amador... em 69. Gimondi fechou o pódio.  Atrás chegou um enorme pelotão de osbreviventes à tormenta, com Merckx lá para o meio, bem como os portugueses Firmino Bernardino, José Azevedo e José Luis Pacheco.

Finalmemte em 71 alinharam-se os chackras e Merckx ganhou o seu 2º título. Como aconteceu? O ano de 71 não apresentou Merckx no seu melhor. Como única vitória em clássicas venceu a sua 4ª Milano-Sanremo. Não compareceu ao Giro mas foi ao Tour após ter vencido Dauphiné e Midi-Libre. Humilhado por Ocaña em Orcières Merlette, só recuperou a amarela depois da queda e abandono do espanhol, lançando uma sombra definitiva sobre a sua vitória que acabou por acontecer. O Mundial voltava a Itália, desta vez a Mendrisio. 268 km que voltavam a ter um acumulado vertical respeitável, como não aocntecia desde Imola. Na fuga seguia gente importante, Bitossi, Zoetemelk, Swerts, um belga colega de equipa. Foram os ataques de Gimondi aos quais por fim Guimard e Mortensen não conseguiram responder que ofereceram, em solo italiano o título a Merckx. Este foi sempre na roda do italiano, depois ajudou-o a cavar um fosso para os demais e, no fim, sprintou para a vitória, Gimondi conformando-se com o 2º lugar. Os portugueses desistiram todos, Agostinho incluido.

Em 72 a corrida aconteceu em Gap e voltou a ter mais de 3000m de acumulado. Gap era França, terra onde Merckx não era muito popular, pelas vitórias no Tour. que voltara a acontecer em 72, a 4ª vitória, depois da vitória também no Giro, a 3ª, e a 2ª dupla, a igualar Coppi. Na prova o herói foi Bitossi, um italiano sempre aguerrido, que entrou na reta da meta sózinho mas que foi apanhado por um grupo de escapados onde seguia Merckx. Merckx e mais uns quantos... Guimard, Zoetemelk, Verbeeck e Marino Basso, um excelente sprinter que aguentara as durezas do percurso e que foi o único a conseguir ultrapassar Bitossi e sagrar-se Campeão. A coligação de todos os companheiros de fuga contra Merckx tivera êxito. Merckx foi 4º, ficando fora do pódio. Diz-se que o seu "excesso" de vitórias e o seu instinto "canibal" o colocara sem aliados. À dureza de Gap dos portugueses só resistiu Agostinho, 42º e... último. Isto dos Mundiais não era para ele.

1973 levou os Campeonatos do Mundo até Barcelona. Onde a encosta de Montjuich seria ultrapassada 17 vezes num percurso de 248 km. Ano estranho para Merckx, que ganhou Vuelta e Giro e depois evitou o Tour "por compromissos comerciais", permitindo a Ocaña vencer destacadíssimo o mesmo. De uma fuga precoce chegaram à meta apenas quatro ciclistas, e que ciclistas:  Gimondi, Ocaña, Merckx e Freddy Maertens, um belga de 21 anos que neste ano já ganhara os 4 Dias de Dunkerque. Num golpe de teatro foi Gimondi a ganhar o sprint, talvez porque terá sido o único a não se preocupar com o sprint de Merckx, que dos 4 terminou em 4º e saiu da prova a chorar. Maertens foi 2º - viria a ser Campeão do Mundo duas vezes. Ocaña conseguu o 3º lugar, fazendo aqui a sua melhor prova de um dia de sempre e, mais importante, ficara à frente de Merckx. A Gimondi, com 31 anos, perguntaram se agora já podia pensar em retirar-se. Disse que correria pelo menos mais um ano. Correu mais cinco e ganhou em 76 o seu 3º Giro. No pelotão a 5 minutos conseguiram chegar Agostinho e Herculano Oliveira.

Em 1974 pela primeira vez o Campeonato do Mundo saiu da Europa e voou até ao Canadá, mais precisamente até Montreal, onde a subida que dá nome à cidade, Mont-Royal, forneceu a dificuldade ao percurso, com um acumulado vertical de quase 5000 metros. O animador da prova foi o francês Bernard Thévenet, que fez isolado aproximadamente cem kms, para ser alcançado pelo grupo de Merckx na última volta do circuito. Merckx, que vencera o  Giro com dificuldade e o Tour sem grande oposição, com Poulidor como distante 2º, esteve intratável e foi descarregando adversário atrás de adversário, só mantendo (cinicamente?) o veterano Poulidor consigo até à meta, onde o bateu facilmente ao sprint. Meckx completara a maior façanha da História do Ciclismo, sendo campeão de Giro, Tour e Mundial no mesmo ano. Feito só igualado por Stephen Roche em 1987 e que este ano está à mercê de Tadej Pogacar. Para fechar o relato diga-se que Portugal não levou ciclistas a Montreal. Pouco tempo depois acabaria o cic ismo profissional no país - sequela do PREC - e, por outro lado, Agostinho terminava o ano de 74 em queda e desempregado. Portugal só voltaria a ter um reperesentante nos Mundiais em 82 com Acácio da Silva. 

Diga-se das vitórias de Merckx que nenhuma foi majestática como Coppi em 53 ou Adorni em 68. Mas foram 3. Nem Coppi nem Adorni repetiram. A fotografia acima mostra Merckx a subir o Mont-Royal e a selar o fim de uma epoca do ciclismo. A sua.

 


quarta-feira, 7 de agosto de 2024

A Maria.

 

É demasiado tarde para te escrever, Maria. E nem sei sobre o quê. Não sabem os gentios que milagres fazias. Trabalhar numa urgência neste país só está ao alcance de mágicos, de fazedores de milagres. Outra coisa tinhas, o teu nome. É difícil sustentar sozinho nome tão singular, Maria. Lembro-me apenas da filha duma grande amiga minha e de ti. E já agora elogio o resto do teu nome, Maria Chaves Jalal, musical como poucos. É demasiado tarde para te escrever, Maria. Isto infelizmente acredito. Não sabem os gentios como cansa sermos obrigados uma e outra e outra vez a fazer magia, truque mais truque mais truque, milagres que ninguém vê. Será tarde para te escrever. Mas existindo a mais pequena dúvida, escrevo. 

São para ti estas palavras todas. Inteiro o teu nome, Maria, como tu eras.

domingo, 21 de julho de 2024

Pogacar e a Volta á França que dominou muito muito.

Pogacar fez a primeira dobradinha Giro-Tour desde 1998, com Pantani. 

Sigo o site de dados de ciclismo Procyclingstats. Este site tem um sistema de pontuação bastante equilibrado e que eu vou utilizar para contextualizar a vitória de Pogacar. Este conseguiu 1325 pontos no Procyclingstats com esta vitória no Tour. Chris Froome obteve 1001 pontos na sua primeira - e mais categórica - vitória, a de 2013. Fala-se de Merckx quando se fala de Pogacar. Na sua primeira vitória no Tour, a de 1969, o Procyclingstats dá a Merckx 1744 pontos.

Portanto...