sexta-feira, 21 de dezembro de 2018
"Quadro surrealista para a sala: Perfeito."
segunda-feira, 17 de dezembro de 2018
Sobre o crowdfunding e outras merdas.
Olá.
Começo pelo crowdfunding. Tem provavelmente mais de cem anos a boa prática de os sindicatos criarem os chamados "strike funds" para que, durante a greve, o trabalhador não morra à fome e tenha p pão, água, luz, tecto, ao receber uma "strike pay". Que os heróicos sindicatos portugueses, quase nunca preocupados realmente com os seus representados, nunca tenham pensado nisto, enfim, a inteligência, sabemos, é bem escasso. Mas que medrou nos tais cinco enfermeiros que. Dizer que são os hospitais privados a contribuir é merda da grossa. Sobre o crowdfunding estamos conversados: boa malha.
Agora a greve. É legal e ataca onde dói mais: nos, podemos chamar-lhes, "k's" dos hospitais, a sua produtividade cirúrgica. Nos cinco hospitais em questão os números de 2018 já foram. A sangria financeira é dupla: actual e futura, pois as cirurgias acontecerão. Quando, onde...
Cruel? Todas as cirurgias adiadas serão não urgentes. Mas há graus de não urgência. A espera implica sobretudo dor e risco. Sobre a dor, o sofrimento, tenho dito. Sobre o risco: ninguém pode garantir que aqui e ali o timing de uma promoção de uma cirurgia de não urgente a urgente falhe por tardio. Eu sei, a falha seria médica, porque o qualificativo, de urgente e não urgente, também o é. Mas não queria que fôssemos por aí. Qualquer greve no sector da saúde implica um risco e impõe um ónus de sofrimento na pessoa doente. E esta não é a primeira greve no sector da saúde. Para dar um exemplo, os meus doentes hipocoagulados com varfarina, se há uma greve nas colheitas não são controlados, logo o nível de hipocoagulação perde-se e podem acontecer embolias cerebrais, hemorragias... garantem-me que nunca aconteceram? Ou que aquele doente a que não se mediram as tensões no dia "x" porque houve uma greve não terá pago por isso?
Imaginemos que no sector da saúde se proibem as greves. Isso implicaria um estatuto compensatório similar ao dos militares, por exemplo, com salvaguardas várias. E carreiras, por exemplo.
Eu não teria coragem para fazer ESTA greve, confesso. Mas eu sou médico. Tenho prestígio, tenho uma carreira. As minhas noites, que infelizmente preciso de fazer muitas para ganhar bem, são razoavelmente bem pagas. Se eu ganhasse o que um enfermeiro do quadro do meu hospital ganha, o mesmo há vinte, trinta anos, apesar das noites, sem progressão, sem carreira, sem qualquer tipo de reconhecimento, obrigado a trabalhar noutro lugar mais vinte, trinta horas para chegar ao fim do mês sem dever, bem, não sei o que faria.
domingo, 9 de dezembro de 2018
O teu mais velho.
sábado, 8 de dezembro de 2018
Jane Austen - Sense and Sensibility ("diffident / driving a barouche")
domingo, 2 de dezembro de 2018
Os pontos altos e um aniversário.
Eu sei que tu reparaste porque tu és daqueles que reparam: o cinzento a dominar o dia, as nuvens, só nuvens sobre a paisagem, esta reduzida a quase não ter cor.
Num dia assim os pontos altos podem nem acontecer, podemos estar reduzidos a ficar sempre pelo meio das coisas. Onde os pontos altos não estão.
Mas a puta da vida, felizmente, tem a sua versão pessoal para cada um de nós. E tu e eu sabemos que ela é para rir. Como aquele miúdo ontem na televisão a dizer que "assédio" é quando "alguém diz alguma coisa estranha e nós não sabemos o que é e perguntamos: A sédio?"
E felizmente fazes tu anos hoje, Nelson, e isso e umas poucas coisas mais servem para salvar este dia cinzento, haver pontos altos e estarmos todos de parabéns!
domingo, 18 de novembro de 2018
Aiaiaiaiaiai!
Da Tourada.
terça-feira, 6 de novembro de 2018
A barba.
Hoje fiz a barba ao meu pai. Podia dizer que foi um dia para não esquecer mas vou passar a fazer-lhe a barba todas as semanas portanto haverá muitos mais dias para não esquecer.
terça-feira, 30 de outubro de 2018
Um Amor Sublime.
A Sara Sofia.
domingo, 28 de outubro de 2018
Intro.
O medo é bom e eu não sabia.
Os Tribalistas, o Coliseu e Bolsonaro.
domingo, 14 de outubro de 2018
Jane Austen - Pride and Prejudice ( "my happiness / herself" )
Jane Austen - Persuasion ( "we never shall" ).
terça-feira, 18 de setembro de 2018
sábado, 15 de setembro de 2018
No semáforo a ouvir os Tortoise.
sábado, 8 de setembro de 2018
Olha voltei a escolher Poesia, e chegámos ao 179!
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não páras de te criar, cidade velha e nova, noiva. nunca chego suficientemente à tua boca, nunca te tomo todos os lábios de pedra.
começas no fim, inventas um rio, guardas o sol num quadro. queres amantes insones, que desfaçam as palavras todas contra o teu corpo. queres o seu fluído limpo, catedral, desejo absoluto. queres a fome dos loucos, que gera toda a gramática do futuro.
mas dobro-te as pernas com o meu amor, tomo-te os lugares onde nunca foste amada, bebida, desdobrada. dou-te o meu coração de sangue, se o quiseres - faz com ele uma esquina onde nunca mais um abraço de pedra e carne termine.
não te tenho nunca, e é por essa sede que me procuras, ruas. pontes onde nunca mais haja um muro que não seja invisível, arco. como são escadas as tuas águas, ó sempre grávida do futuro.
não páras de me criar, luta, amante. queres-me sempre mais além do que eu imagino ser eu. tão simples na tua natureza nua de milagre.
nas tuas ruas corre o meu sangue, nunca suficiente. só tu o bebes e ardes, música de água.
sei que nunca vamos chegar um ao outro. é por isso que quero que morramos juntos - dois tempos sobrepostos, como as galáxias amam.
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JOSÉ LUÍS COSTA (1978- )
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17
Estás no meu pensamento como a flecha no flanco vivo da presa.
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JOÃO MIGUEL HENRIQUES (1978- )
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ROTEIRO
lestos, farejantes
bordejamos o rio
na conquista do vale
levamos o vento pelo braço
a erva alta junto ao flanco
seguimos-te o passo
contornamos penedos
por entre saltos de lebre
sobre largos troncos caídos
subimos contigo uma colina
suspeitando à nossa ilharga
o ocaso sereno do dia
e a um vislumbre de oliveiras
suspendes o andamento
levas o lenço à testa
e voltas a face
com os lábios em sangue:
"estamos perto"
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GOLGONA ANGHEL (1979- )
"Antes que instalar-se num lugar, a tarefa é tentar sair." Assim o site das Quintas de Leitura apresentava a poeta no início deste ano. Romena radicada em Portugal desde o século passado, impregnada no país e no seu pathos, escreve num português impecável sobre as desgraças de todos os dias, misturando um certo namedropping cultural com brutalidades várias, não lembrando Fátima Maldonado porque as turbinas não aquecem tanto, fazendo pouco dela e de nós. Quem inventou (ou usou pela primeira vez num poema) a expressão "ridiculum vitae" é para mim uma amiga. A cabeça pequena como a Comaneci...
dizem os dissidentes da ditadura.
Mas confesso que gostava dos chocolates Toblerone
que a minha tia me trazia no Natal.
nem me impressionam os miúdos descalços
que mostram os dentes para as máquinas Minolta
dos turistas italianos.
Desconheço os avanços
ou retrocessos económicos do meu país.
Já falei de Drácula que chegue.
Já apanhei morangos na Andaluzia.
Já fui cigana, já fui puta.
Escusam de mo perguntar outra vez.
para o fim da história – é saber
quando é que me transformei,
eu que era uma loba solitária,
flores para ti, vinha escrito.
Percebo bem a inutilidade da poesia
como de resto a literatura que finge
a mínima desordem dos mundos
o que importa é fingir uma pose.
Explico.
O mais extremo acto de egoísmo:
ter a dimensão própria da caricatura
e endossá-la aos outros.
O que toca a afinal e a quem, que sejamos sinistros?
E o amor um candeeiro de rua frouxo que à nossa passagem se desliga.
Dou conta dos perecíveis.
De ti sabe-se que tinhas um jeito especial
de dar bailinho aos deuses com as mãos
enquanto eu de nariz espetado nesse cima
preferia o abandono onde nada me faltava.
Entendo agora que as bananas dormem com as tuas mãos debaixo da terra e que o nosso amor flutua ainda na calcite.
E eu corro para casa com um bouquet de flores mas tu não estás.
Nada que não estivesse previsto,
heartbreakers, love comes in spurts.
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FILIPA LEAL (1979-)
a alegria: o pai ainda de bigode, de chapéu castanho,
a mãe de óculos e écharpe, a Marta que em breve seria mãe também
mas não sabia que transportava no útero mais um passageiro,
o Miguel, pequenino e corajoso, sempre a tentar que os pés não doessem
de tantas avenidas, e o João Pedro, tão recém-casado, tão recém-feliz,
tão quase pai também sem o saber;
nós ao sol, de costas para ela, de frente uns para os outros, pressentindo
que Nova Iorque só interessaria por ali termos estado muito juntos,
e que na passagem dos anos apenas isso importaria, apenas isso:
termos ali estado distraídos, sentadíssimos, confortáveis
como os nossos corações.
ali estava a imitar os homens invadidos, pesada, com picos na cabeça,
de braço esticado a tentar a luz, de livro pendurado,
ali estava séria, muda, quieta,
toda feita de pausa como um susto, como se jogássemos mímica,
como se a seguir nos pregasse uma partida, um grito,
e desfizesse a pose e risse de boca muito aberta à brincadeira,
livre então dos curiosos que empunhavam câmaras como se vê-la
assim, parada e incapaz, fosse espectáculo digno de registo.
Nós a chegarmos à ilha, a desembarcarmos do alheamento,
nós do tamanho familiar, todos de cabeça ao alto na inacessível sombra,
nós a rirmos das pessoas que lhe descobríamos na cabeça,
eles literalmente à varanda da cabeça, os visitantes,
ignorando que um futuro dia de Setembro inibiria aquela subida aos céus.
E ali estava ela de nariz empinado, recusando o gesto de anfitriã:
alta e ofendida
estátua
que era preciso limpar.
MIGUEL-MANSO (1979- )
e há também aquela praia muito ténue de “não há morte
nem princípio”
ou há uma fotografia do meu pai numa
beira-mar de moçambique
sentado com um outro que nunca soube
quem era, óculos escuros – a mocidade
– esse outro
o meu pai olhando o mar para lá do
fotógrafo como se o fotógrafo
e
agora
quem vê a fotografia segurando-a
com a mão vindoura
como se não existissem
não existíssemos mas que fosse minha
também
aquela praia onde ruy belo
ainda não usava barba e cabelo à ruy belo
à
allen ginsberg (gente que já morreu
gente vindoura)
tudo gente que habitou longamente
em algum momento uma praia
uma praia
que eu sei que há e que aconteceu
também quando eu morri
quando eu também fui jovem
e poeta numa fotografia ou num reflexo
de garrafa
a minha imagem
a beira de um verão segurando
desde o peito a vida
OS PINTASSILGOS DE MIRANDELA
Nasci numa casa com gaiolas brancas
espalhadas pelo Verão
Era o meu pai vivo e o meu avô estival
entrava pela hora mais terna
enquanto encarregado das gaiolas
e a minha infância inteira decrescia
no canto da casa dos pássaros
O alpendre era de uma inclinação natural
com avô e pássaros encostados à sombra dos álamos
e as gaiolas casas que os abrigavam
do frio, da fome e dos gatos bravos
A minha alegria era quente como a terra
e contava ensinar ao meu filho bisneto
a atracção pelos grilos, caracóis
e pintassilgos na doçura das borboletas
Em Mirandela havia um vale junto a um rio
com pomares e o cheiro de figos fáceis
Os pintassilgos divididos na abundância
eram como crianças atrás de amoras
que inspiram as flores de uma música sucessiva
O Pintassilgo é a mais bela ave silvestre
e se não pudesse manter as gaiolas em casa
era como se não houvesse onde permanecer
Eles amotinam-se nas minhas barbas
desalojam corvos e os dragões dos poemas
fazem a tarde parecer tão antiga e adormecer
como a infanta primavera em que o meu avô
era o estio e os bisnetos existiam mesmo
e os nossos olhos acariciavam os pássaros,
que é tão tarde agora para dizer aqueles que morriam
exaustos a contar os meses atrás das grades
Um pólipo de nada! Ou a vida é para os que esperam.
quarta-feira, 29 de agosto de 2018
Contar a Luz ou Um Momento!
terça-feira, 7 de agosto de 2018
Arouca e Monchique.
domingo, 5 de agosto de 2018
quinta-feira, 26 de julho de 2018
Do que me lembro da Guiné - sexta e última parte.

terça-feira, 24 de julho de 2018
Do que me lembro da Guiné - quinta parte.
E, finalmente, saímos de Bissau. Não posso dizer que Bissau seja uma terra bonita. Terá sido antigamente? Dizer que uma cidade era bonita nos tempos coloniais é, mais do que incorrecto, injusto para os colonizados - faziam eles parte da beleza cénica criada por Portugal? A famosa beleza "português suave" ?

Do que eu me lembro da Guiné - terceira parte.
A Faculdade de Medicina fica um pouco desviada do centro de Bissau. Desviada do centro equivale a mais buracos na estrada, muitos. A Faculdade de Medicina é uma oferta e um esforço cubanos. Para a minha segunda palestra fui recebido num auditório pelos alunos e o grosso do corpo docente. A decana mandou levantar os alunos quando entrámos. O respeito cubano é de louvar. Não há hoje cá anfiteatros assim tão atentos, embora o rácio de telemóveis presente fosse similar. Na minha opinião correu bem.
Bissau é atravessada por uma Avenida / Auto-Estrada com aproximadamente duas faixas de rodagem de cada lado e um separador central. Nela circulam predominantemente dezenas e dezenas de táxis azuis e brancos decrépitos. Nela acontecem várias rotundas onde entrar faz lembrar os velhos tempos da Rotunda da Boavista sem semáforos mas melhor, melhor... e atenção que em toda a minha estadia não vi um acidente. Um enorme mercado informal acontece num dos lados desta Avenida, o mercado de Bandim. Que à noite é limpo meticulosamente, o que em Bissau é obra. Para que no dia a seguir tudo volte a acontecer.
Jantámos em casa dos nossos anfitriões, opiparamente. Foi o meu primeiro contacto mas não o último com os camarões da Guiné. No quintal, enquanto a conversa, alumiada por um luar magnífico, se prolongava pela noite dentro, de vez em quando acontecia o som de uma manga a cair.
Do que me lembro da Guiné - quarta parte.
Voltei ao hospital Simão Mendes. Quem começou a trabalhar na triagem do São João há trinta anos não se assusta com pouco, menos ainda com o acampamento montado pelos familiares à volta do Hospital. Atrapalham sim as conversas, aperceberes-te da enorme falta de meios, diagnósticos e terapêuticos. Numa parede o quadro hospitalar: o director da Radiologia não é médico. Radiologia, um serviço que faz... radiografias.
Jantámos outra vez, e bem, na Pizzaria Bistro.
segunda-feira, 23 de julho de 2018
Do que eu me lembro da Guiné - segunda parte.
O Hospital Central de Bissau chama-se "Simão Mendes", um enfermeiro herói dos tempos da guerra da independência. O calor era muito. Bissau é um enorme mangueiral com ruas e casas pelo meio. De vez em quando uma manga cai ao chão. O Hospital é uma construção colonial onde foram feitos acrescentos e remendos. Num pavilhão pre-fabricado numa lateral ia eu fazer a minha primeira conferência sobre o AVC.
Ainda me foi também apresentado o porto de Bissau. Que vi? Um molhe um pouco maltratado e uma imponente maré vaza sobre a qual pousados estavam vários barcos, à espera que a água voltasse. Acho que só me foi apresentada parte do porto. Ao longe o mangal.

Do que eu me lembro da Guiné - primeira parte.
quarta-feira, 18 de julho de 2018
Zero em Comportamento - uma exposição em Serralves.
No texto de introdução fala-se de irreverência, desrespeito, etc. Contra a Escola, contra o Museu. Mas nesta exposição as peças não são para tocar, os vigilantes vigiam. Um vídeo fala-nos do record da visita mais rápida ao Louvre, feita sobre patins, nove minutos e algo. Não vi ninguém a patinar na exposição de Serralves. No mesmo vídeo aparecem as imagens dos protagonistas de "Ferrybueller's Day Off" a visitar alegremente o Art Institute of Chicago. John Hugues um revolucionário?
Vejamos bem: onde está a escola retratada por Vigo? Morta e enterrada. Sou velho quanto baste para ter vivido ainda os tempos do castigo corporal na escola portuguesa. Outras rebeldias aparecem, nos materiais usados, nas atitudes anti-artísticas, etc. Há o desperdício absoluto de um Jaguar dos antigos quase completamente destruido. E depois aparecem a mulher e o sexo. When porn is the new normal, tudo o que aparece, incluindo os testículos manipulados de Bruce Nauman, parece datado. E umas peças de auto-estimulação feminina serão, acho, perfeitamente incapazes de atingir o prometido pelo título: "The Pleasure Is All Mine". Não, Patrícia? Embora a emancipação sexual feminina ainda hoje seja um tema MUITO actual.
A sala principal tem um gradeado, umas jaulas, que ampliam a lógica da exposição. Circulamos a ver as peças com se numa prisão, mas com as portas abertas...
Arte actual? Gostei de uma instalação de vídeo onde um homem com dois sacos pendurados das mãos impede o caminho a uns carrinhos de supermercado, imitando o herói de Tiananmen.
A Revolução só tem sentido se criar Esperança. Como a que eu senti quando um vigilante me chamou à atenção, educadamente, para o "El Pasamanos" de Juan Muñoz, há meia dúzia de anos.
quinta-feira, 31 de maio de 2018
A Conceição.
Nunca tivemos um doente em comum, à excepção de uma a cujo casamento assisti há meses. Lado a lado trabalhámos, à noite, claro, meia dúzia de vezes se tanto, na emergência, onde havia de ser. A mesma especialidade, preferimos caminhos diferentes, vivendo na mesma casa mas não frequentando o mesmo refeitório.
E, no entanto, quem ia adivinhar a falta que a Conceição Sousa Dias me fez hoje!
domingo, 6 de maio de 2018
As árvores brilhantes.
Estudei as leis da física no liceu. A luz acontece-nos. Felizes os que vêem. Por isso eu digo que está sempre sol ou então não havia dias.
E é assim.