quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
Alpe d'Huez.
As estatinas e a solidão - parte 2.
Na mala não ia só dinheiro. Foi o que me disseram...
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Matéria dada? Não, só palavras.
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Manipulação cervical: posso?
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Mais do que sinais eu queria sintomas claros.
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A aorta vem antes da carótida. E no início está o coração.
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Esquece o coração. Vai à carótida.
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Estou à espera da recanalização expontânea.
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A vida parece estar boa para um que outro careca.
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Os mecanismos da erecção são estes: porque sim e porque não. A luz e o calor estão claramente envolvidos.
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Take home message: take me home.
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E tu vês tudo isso nos olhos dele?
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O açúcar, a gordura, o sal… o calor próximo, a luz intensa, a música alta…
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Estudemos as estatinas e a solidão.
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Sofro de uma disfunção culinária.
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Beware of heart mimics.
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Olhar para o lado, certo? E olhar para o lado certo.
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Nunca irmão. Talvez primo…
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Feridos pelo amor, sangrando pela amizade traída. Mas a família mata.
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Uma menção honrosa é uma forma de entrar em depressão.
As estatinas e a solidão - parte 1.
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Double dummy. And again.
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Could I be your matching placebo?
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A medicina interna.
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Ontem à noite foi um erro gástrico.
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A fibrilhação anual foi ontem, se não me engano.
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And forever naive.
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Sou igual ao outros, não quero viver mais tempo do que tu.
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Ontem sangraste do nariz?
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E a ansiedade é evidente.
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Esculturas, as colunas de som.
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Dormir é do mais útil.
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Era aqui a sala da interrogação.
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Um precipício. Uma oportunidade.
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Que bom seria outra vez uma discoteca.
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Utiliza a fotografia só para o bem.
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Há corpos que mobilizam.
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Um tecto falso: remover.
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Que inveja o cabelo daquele rapaz e ser ele rapaz.
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Os dados não estão todos publicados.
Sobre o que se segue.
O post a seguir resultou do último congresso em que participei. Consta que até fiz parte da organização e que apresentei um tema. Não se pode acreditar em tudo o que para aí se diz. Ah, quem fôr ao defunto “dêdêtê” facilmente detecta outros farrapos com origem em outros congressos. ps.: a piada final é que o que aparece no blog não foi o que se escreveu no congresso nem ainda a versão definitiva. Há aliás coisas que escrevi e que hoje por hoje eu não entendo porque não entendo... a letra!
A work in progress com um toque de aleatoriedade... nice!
Para o Panteão é que vamos.
Eusébio vai para o Panteão Nacional. Um bom amigo meu disse: 'Agora só falta a N.S. de Fátima!'. Como alternativa sugeri-lhe a irmã Lúcia.
E pergunto eu: porque não o embaixador Aristides de Sousa Mendes?
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
Spertiza?
Sobre a engraçada aliança do Syriza com um partido que acha que os únicos gregos que não pagam impostos são judeus, nada a dizer. Giro giro era domingo à noite a Mariana Mortágua garantir que a aliança do Syriza, qual fosse seria sempre à esquerda, e 2af ao almoço o Rui Tavares a fazer história e comparar os 'Gregos Independentes' ao PP de Manuel Monteiro, pedindo compreensão para o nacionalismo pan-helénico...
Sobre a engraçada aliança grega portanto só tenho a dizer que um ministro da defesa xenófobo é perigoso. E que apoiar o Putin, ó Mariana Mortágua...
Wait and see não é o mesmo que turn the blind eye...
domingo, 25 de janeiro de 2015
Estou em Atenas neste preciso momento.
sábado, 24 de janeiro de 2015
Women'secret & Tawny
Ontem o senhor A ofereceu-me um Porto Tawny Quinta do Noval num saco da Women'secret.
Será que o sr. A sabe coisas que eu não sei? Por via das dúvidas pedi-lhe umas análises.
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
Dos lenços que acabaram.
Escondido algures deve estar um lenço de tecido que com, adivinho, hesitação foi-me oferecido em 1983.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
Agostinho, o gregário que vira (outra vez) estrela.
Teka - 2.
Teka - 1.
A ano que teve muita gente mas Agostinho nem por isso.
BIC - 2.
BIC - 1.
1972, o ano de todos os enganos.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
Agostinho, ano 3.
O ano de 71 começou internacionalmente para Agostinho outra vez em Espanha, em Março, na Setmana Catalana, integrado num misto do Sporting e da equipa de Gribaldy, este ano patrocinada pela Hoover. Agostinho furou duas vezes na etapa rainha e sobreviveu qb para um 20º lugar. Reaparece em Maio indo pela primeira vez à volta à Romandia. A volta à Romandia decorre na Suiça de expressão francesa e antigamente servia para preparar o Giro de Italia. A participação também foi discreta, terminando em décimo sexto. A aproximação ao Tour passou outra vez pelo Dauphiné Liberé. Agostinho voltou a começar bem, fazendo pódio na 1ª etapa, mas alguma irregularidade atirou-o para 17°. As corridas de uma semana ou menos complicavam a vida a Agostinho, um corredor a quem quase sempre uma etapa saia mal. Em três semanas havia tempo para recuperar e voltar lá acima, numa semana não. E chegámos ao Tour, o terceiro. O Tour de 71 pertence à dezena de Tours mais importantes da história do ciclismo de estrada. Nele Merckx foi dominado por Ocaña, até que Ocaña caiu. Merckx acabou por ganhar mas ficaram sombras sobre a sua vitória, nomeadamente nas montanhas. E Agostinho? Esquecendo Ocaña, caído, Agostinho foi o 2° melhor contra-relogista do Tour, só atrás de Merckx, e foi o 5° melhor trepador. Acabou em 5°, a sua melhor classificação de sempre e a que ficou como a melhor até setenta e oito. À sua frente só vencedores do Tour: Merckx, Zoetemelk, van Impe, Thévenet. Isto, no mundo de hoje, equivaleria a um Tour onde tivesse caído Contador e à frente de Costa – para fazer o paralelismo – só aparecessem Froome, Nibali, Quintana e Valverde. Agostinho fora top dez em nove etapas e fizera segundo no contra-relógio final e terceiro numa chegada de montanha, à frente de Merckx. Mais uma vez Agostinho voltou à terrinha para ganhar a Volta, e depois, no fechar da época, foi terceiro em A Travers Lausanne, 4° em Montjuich e 4°no GP Lugano, uma prova de Contra-Relógio.
terça-feira, 13 de janeiro de 2015
Agostinho, ano 2.
O músico tem sempre o problema do segundo disco. Agostinho teve o problema do segundo ano. Em 1970 Agostinho manteve-se sob a batuta de Gribaldy na Frimatic e na primavera foi “circular” para Espanha. Começou pela Volta Ciclista a Mallorca, onde foi sexto e sprintou com os melhores, coisa estranha, capricho de juventude. Depois iniciou a Setmana Catalana de Ciclisme, então uma das corridas de etapas mais concorrida da primavera. Ganhou a primeira etapa escapado e depois, indisposto, desistiu. Não volto a conseguir detectar actividade ciclística de Agostinho até finais de Maio. Na segunda quinzena de Maio Agostinho fez o seu primeiro Dauphiné Liberé. O Dauphiné é uma carreira alpina de uma semana que usa muitas das montanhas do Tour. Ganha o Dauphiné quem quer ganhar o Tour mas não o Giro, que então coincidia. Seria ganho por Ocaña, que antes ganhara a Vuelta. Agostinho não se fez notar a não ser no contra-relógio, onde foi 4º. Depois seguiu para o Midi-Libre, corrida também francesa de montanha mais suave. Agostinho esteve mais presente mas perdeu-se em algumas fugas e cortes, terminando 14º. Agostinho voltou a Portugal para ser outra vez Campeão. E chegámos ao Tour. Já sabiam de Agostinho, estavam avisados. Agostinho não subiu tão bem, mantendo apenas uma boa prestação no contra-relógio. Terminou 14º. A única vez que fugiu a sério levou um companheiro de equipa, o dinamarquês Morgens Frey, a reboque. No fim este passou-o, coisa corrente, claro, mas cruel de acontecer entre colegas de equipa. Agostinho atirou-o contra as barreiras e foi desclassificado. Uma vez mais Agostinho voltou a Portugal para ganhar a Volta. O fim da temporada forneceu, para melhorar a moral, 3º's lugares na subida ao Puy de Dome, atrás de Merckx (2°) e, em Montjuich, 3º também atrás de Merckx e Ocaña. Como seria o ano 3?
Agostinho, o ano de 69.
O ano de 69 foi realmente o ano em que Agostinho se apresentou ao mundo. Em Portugal e no Sporting foi ganhando todas as provas em que entrava. Era conhecido pelo “Quim Cambalhotas” porque fartava-se de cair. Mas ganhava na mesma. Na Frimatic de Gribaldy foi primeiro “treinar” para a Volta ao Luxemburgo para depois avançar para o grande desafio, a Volta a França. A Volta ao Luxemburgo é um corrida de pouco menos de uma semana que, na prática, é uma sucessão de etapas com relevo variável mas não muito duro – o Luxemburgo não dá para mais - e que pode – ou não – ter um contra-relógio para “alargar” as diferenças. A sua localização no tempo – aproximadamente um mês antes do Tour – faz dela uma alternativa para preparar o Tour, sendo as outras alternativas a Volta à Suiça. o Dauphiné e o extinto Midi-Libre. A Volta ao Luxemburgo já foi, portanto, corrida por Merckx, Hinault, Armstrong. Em sessenta e nove foi Agostinho. A competição então presente era sobretudo de roladores. Ganhou Peter Post, um holandês de boa casta, porque Agostinho numa etapa se distraiu - ainda não sabia da poda - e falhou um corte no pelotão, perdendo tempo. O contra-relógio ganhou-o com boa vantagem, o primeiro de muitos. Agostinho “dera boas indicações” , como se costuma dizer. O Tour de 69 foi o Tour da há muito anunciada “entrada” de Merckx em França. Merckx, hoje unanimemente considerado o maior ciclista de todos os tempos, ganhara categoricamente o Giro de Itália em sessenta e oito – a sua primeira vitória em corridas de três semanas – e fôra polemicamente expulso do Giro de 69 por doping. Merckx foi para este Tour decidido a arrasar a competição e assim fez. E Agostinho? Ninguém o conhecia e a equipa de Gribaldy era relativamente modesta. Um dia arrancou e ganhou uma etapa. Outro dia arrancou outra vez e, apesar de agora o pelotão – Merckx e os demais – reagir já com preocupação, voltou a ganhar. As descrições dos jornais da época são deliciosas. A força de Agostinho saltava à vista, a sua falta de estilo também. Escrevia quem viu que cada curva (mal) feita era ou parecia uma queda iminente. A segunda vitória foi imediatamente antes do início da grande montanha, e aí Agostinho pagou o esforço, atrasando-se. Porém no resto do Tour ele conseguiu subir com os primeiros e voltar a mostrar as suas qualidades de contra-relogista. Terminou oitavo – e foi considerado unanimemente a revelação da prova – isto porque a vitória de Merckx já estava prevista. Merckx terá dito: “quando vejo Agostinho a ir para a frente, ataco eu, antes que ele ataque.” O que terá surpreendido o ciclismo terá sido o aparecer assim do nada – e já com vinte e seis anos – de um corredor tão bom a rolar como a subir. Fazendo umas continhas "minhas" Agostinho foi o nono melhor contra-relogista e o nono melhor trepador – não indo aos pontos mas aos tempos nas etapas mais empinadas - de 69. No conjunto deu no que deu. Depois do Tour Agostinho podia ter ficado por França a ganhar dinheiro nos "criteriums" de verão, como todos os outros. Preferiu voltar a Portugal para ganhar a Volta, a primeira que ganhou e a primeira que depois perdeu por doping. Foi assim todos os anos até 73, para grande prejuízo monetário seu, depois zangou-se e não voltou à Volta – quando perdeu a 2a pela mesma razão. Antes do Tour tinha ganho o Campeonato de Portugal - no total foram seis anos seguidos, até 73 também. Acontecida a Volta, Agostinho voltou a França e ao circuito internacional para curar as mágoas e foi outra vez 8° em Montjuic - Barcelona, 5°na similar "A Travers Lausanne", 5° no GP des Nations, então o campeonato do mundo “oficioso” de contra-relógio – onde caiu e não terá gostado, só lá voltou mais uma vez, e terminou o ano com uma vitória, no então muito conhecido Trofeo Baracchi, em Itália, uma prova de CR em dupla, onde correu com um outro grande ciclista belga, Herman van Springel. Para enquadrar bem esta vitória, o 2° par tinha o dinamarquês Ole Ritter, recordista da hora, e o 3° par era constituído pelo italiano Boifava e… Merckx. Agostinho tinha chegado ao ciclismo pela porta grande e ia demorar quinze anos a despedir-se dele, da forma que sabemos. PS: a palavra doping apareceu aqui duas vezes. Nestes tempos antigos o doping era… estimulantes. Agostinho foi apanhado quatro vezes, duas em Portugal e duas em França. Este doping, usado praticamente por todo o pelotão, era de outra “grandeza” comparado com o de Armstrong e cia. Merckx também foi "apanhado", Zoetemelk, Gimondi... A frase que então se usava era “não se consegue fazer de um burro um cavalo de corrida” e, à parte todos os riscos inerentes e que chegaram a matar ciclistas, era verdade. Os tempos da EPO vieram desmentir completamente esta frase.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
Camilo Lourenço e o Salário Mínimo.
É numa humilde sala, sem quaisquer sinais de riqueza, que Camilo Lourenço critica a subida do Salário Mínimo Português.
Obsceno.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
Georges Wolinski, 1934-2015

domingo, 4 de janeiro de 2015
Quando tudo realmente começou, ou talvez não.
Os sites divergem sobre o ano de nascimento de Joaquim Agostinho: 42? 43? O certo é que terá sido em 68 que, na sequência de alguém no Ultramar - Moçambique - ter reparado que ninguém como ele entregava - de bicicleta - as mensagens mais depressa, terá sido em 68 que, repito, Agostinho foi convidado a treinar com a equipa do seu quase vizinho João Roque, o Sporting. Rapidamente deu para perceber que Agostinho era melhor do que eles todos. Nos anos sessenta o ciclismo português, embora sem grandes figuras que brilhassem no exterior, era extremamente popular, e a Volta a Portugal em Bicicleta era um acontecimento anual de grande impacto, ou não fossem as equipas mais importantes o Porto, O Sporting e o Benfica. Havia ainda as equipas de entusiastas de sempre, o Sangalhos e o Tavira, e as pioneiras associadas a empresas, lembro-me principalmente da Coelima, mas também havia a Ambar! Agostinho fez a 1a Volta a Portugal em Bicicleta em 68 e perdeu-a por poucos segundos para o benfiquista Américo Silva. Foi - para o fim do ano - numa comitiva do Sporting - ganhar um dinheiro extra correndo a Volta Ciclista a São Paulo, no Brasil, e ganhou-a. Estava a assistir o treinador de ciclismo francês Jean de Gribaldy, e o resto é história. Apesar de amador antes fora ao Mundial de Estrada, onde provocou a escapada que deu a vitória ao italiano Adorni. E ainda foi convidado para a então já famosa escalada de Montjuich, em Barcelona, um conjunto de cronoescalada e etapa em linha na mesma subida a acontecer no mesmo dia e que "fechava" a época de 68 e que foi ganha por Poulidor com Ocaña em segundo. Agostinho foi oitavo. A escalada a Montjuic teria a presença de Agostinho mais oito vezes, duas resultando em pódio.